A fala é uma competência essencial à posterior aprendizagem da leitura e escrita. Mas, será que falar bem implica escrever bem?

A presença de alterações na fala é, frequentemente, associada à presença de dificuldades na escrita, verificando-se a ocorrência de erros. Se uma criança em idade escolar, produzir <tão> em vez de <cão>, ou seja, se trocar frequentemente o som [c] (fonema /k/) pelo som [t], será muito provável que esta troca, para além de ocorrer na fala, ocorra também na escrita.

Contudo, o facto de uma criança produzir corretamente todos os sons da fala, não implica que a sua escrita possa estar isenta de erros. Isto significa que uma criança até pode dizer, corretamente, a palavra <cão> e escrever, de seguida, <tão>, o que indica que pode necessitar da intervenção de um Terapeuta da Fala.

A natureza dos erros de escrita pode ser variada.

Há erros que dependem exclusivamente da aprendizagem – os chamados erros ortográficos. Mas há outros que não! Os erros fonológicos (como os exemplificados nos acima) podem estar associados a défices no processamento fonológico.

E é muito importante distinguir uns dos outros, pois a sua eliminação envolve intervenções específicas e diferenciadas. Por exemplo, escrever 500 vezes a mesma palavra é uma abordagem inadequada e causadora de frustração, que nunca solucionará o problema.

Se o seu filho escreve com muitos erros, procure ajuda especializada. A intervenção do Terapeuta da Fala poderá ser determinante!

Na CERmudança e na Trilhos de Mudança, dispomos de Terapeutas da Fala especializados nas Perturbações da Leitura e Escrita. Venha conhecer-nos!